quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ele mesmo, o Alex Atala.

            Como falar de gastronomia brasileira sem citar o Alex Atala? Pode olhar torto à vontade e dizer que é clichê. Mas o fato é que o Atala levanta nossa bandeira como ninguém. Ele apresenta orgulhosamente a gastronomia brasileira lá fora. Apresentou tucupi e farinhas da Amazônia para o Ferran Adrià, a pupunha para Londres e o pirarucu para Madri. Ele abrirá então, e com chave de ouro, o Guaranácafé.
            Menino precoce (e um tanto rebelde se você for ver), Alex Atala deixou a casa dos pais já aos quatorze anos e foi para São Paulo trabalhar como DJ. Aos dezoito foi para a Europa como mochileiro e trabalhou pintando paredes na Bélgica. Fez curso profissionalizante em gastronomia por sugestão de um amigo, e daí foi trabalhar em restaurantes na Bélgica, na França, na Itália. Além de aperfeiçoar os dotes culinários, aprendeu a falar inglês, francês e italiano.
            Voltou para o Brasil e continuou cozinhando. Trabalhou no restaurante Sushi Pasta, mas o sucesso veio ao dar uma repaginada no cardápio do extinto restaurante Filomena, onde criou uma entrada de alho assado e pratos de sucesso, como manga grelhada com pimenta branca e molho de maracujá. Ainda trabalhou no restaurante 72, antes de inaugurar o Namesa, em 1999, restaurante que ainda serve comidinhas rápidas na região dos Jardins.
            E finalmente inaugurou com dois sócios o D.O.M., que se tornou sucesso de público e crítica, conquistando diversos prêmios para si e, é claro, para o Chefe Atala. Em 1999 a Gula premiou Alex como chefe revelação e o D.O.M. como melhor restaurante. Em 2000 a Gula os premiou novamente, melhor chefe e melhor restaurante contemporâneo. E o reconhecimento não parou mais, o Guia Quatro Rodas concedeu classificação máxima (três estrelas) ao D.O.M. Seu sucesso não parou no Brasil, desde 2007 o restaurante vem escalando posições no ranking de melhores restaurantes do mundo eleitos pela San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants. Pulou do 40º lugar em 2007 para o 24º em 2009. Em 2010 era o 18º lugar, e em 2011 chegou à 7º posição!
            Alex conquistou o mundo defendendo nossa culinária regional, combinando técnica e ingredientes nativos. Em 2009 abriu o restaurante Dalva e Dito que reafirma a marca do chef.
            E ainda somos obrigados a ouvir que Alex Atala é só mais um chefe da mídia. Que é exagero colocá-lo tanto no pedestal. Que eu me lembre aos quatorze anos eu ainda brincava no quintal, não estava saindo pra trabalhar. Ele também começou de baixo, também sofreu na mão de chefes demônios, digo, exigentes. E o rapaz ainda é poliglota e tem três livros publicados. Sua criatividade impulsionou sua carreira. Ou você acha que se pode ter um dos melhores restaurantes do mundo parado na cozinha esperando por câmeras, flashes e microfones? Se a gente puxa sardinha pra ele? Mas é claro que sim! Ele mostrou pra todo o mundo (inclusive pra nós, brasileiros) o valor da nossa gastronomia. E num currículo desses é impossível colocar defeito.  


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alex_Atala
              http://boavidablog.blogspot.com/2010/09/alex-atala-e-gastronomia-brasileira-la.html
Imagem: http://boavidablog.blogspot.com/2012/01/chef-alex-atala-dalva-e-dito-renovado.html

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